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quinta-feira, dezembro 28, 2006

A primeira faz tchan, e o Vesgo faz booooo!

Adriane Galisteu, que eu gasto o meu, que só vai a salão de beleza de madrugada, para não “sofrer” assédio, ah, um arrastão, abriu seu apê de São Paulo, decorado pelo Migotto, para a tradicional festa do amigo oculto, quando reúne um monte de gente (sua) conhecida. Mas até que desta vez havia famosos. A Carolina Ferraz, emburradíssima, como sempre, foi, Jô Soares, livre da ditadura de seu (des)figurinista de cena, idem-idem. Danielle Winits, que pessoalmente não é nada daquilo que aparenta ser na TV, por incrível que pareça, era uma das mais animadas. E foi aí que alguém gritou, para desespero geral: “O Vesgo do 'Pânico' está lá embaixo”. Era alarme falso.

NA FOTO - Toda orgulhosa, a bonita Ivone Hadid Kelner faz pose ao lado do filhão, o modelo e mestre de jiu jitsu Miguel Kelner, provando que beleza na família vem embutida no DNA...

quarta-feira, dezembro 27, 2006

PIB paulista chez Jorge Elias

Depois de que o Sig Bergamin engordou (também os orçamentos), JorgeElias vem se posicionando no posto de mais exclusivo e talentoso arquiteto/decorador do Brasil, a partir de São Paulo, onde está seu escritório e seu chateau, no Jardim Europa, tido com um dos mais bonitos dos que se tem notícia. Jorge e Lucila também são um dos casais mais bacanas da paulicéia e, todos os anos, virou tradição,reúnem os amigos para uma festa natalina, o que não foi diferente desta vez. Aconteceu sexta-feira, e a paulistada jet set compareceu em peso, de A (Ana Elisa Setúbal) a Z (ih, com Z não tinha ninguém).

### Mas estavam lá, todos vestidos de branco, como pedia o convite, a Christiana Neves da Rocha (na foto com Alice Carta), filha da minha saudosa amiga Lia, com vestido detalhado por fita preta de gorgorão no decote, a Alice Carta, o Paulo Setúbal com semblante preocupado, pois um dia antes um segurança de seu banco Itaú executou um correntista pobre e preto,"são quase todos pretos", canta Caetano, na porta-guilhotina de uma agência na Avenida Rio Branco, no Rio, estava lá também o MarceloPalhares, todos os Scarpas (fato inédito): Chico, Patsy (elegantérrima) Renata e Chiquinho, este medonhamente vestido, como é a sua moda, uma correntinha curta de ouro a adornar o pescoço sobre a camisa branca toda abotoada.

### A condessa Rosemari Rosenbecker, encantada com tanto chiquê, a linda Ana Paula Junqueira, Teresa Fittipaldi com o filho Lucas, que herdou elegância e beleza de mamãe, Fernando Altério com Paula Raia, a mandachuva da Lancôme no Brasil, Nizan Guanaes e Donata Meirelles, ele cada vez mais magro, depois da cirurgia de redução do estômago, a Helena Bordon, a Fernanda Abdalla, Romeu e Adriana Trussardi, ele é filho da Maricy, você sabe, a voz que destoa das traquinagens de Paulo Maluf - César Tralli com a mulher Cássia Ávila, o casal namora-separa Stefano Hawilla e IsabellaFiorentino, ah, e para não dizer que só falei de flores, a Daniela Cicarelli com seu namorado caixa alta Tato Malzoni. Quando a Lucília Diniz chegou alguém perguntou: "você não se machucou ao cair do céu"?
A Lucília é uma estrela.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Olha o que Papai Noel deixou na chaminé do blog

Uma colagem de fotos do Oscar Filho, "Casinho" para os íntimos, que é simplesmente O cara.

E neste dia de Natal, abro aspas para o grande poeta, Vinícius de Moraes, para tratar de assunto muito pertinente: amigos.

"Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências…
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer…
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os".

Lindo, não? Feliz Natal a todos os meus amigos. Mesmo àqueles que não sabem que são meus amigos.

sábado, dezembro 23, 2006

Da série "fico pê da vida com"...

...sei lá com quem, que, na redação da "Tribuna da Imprensa", acha de pôr e/ou tirar vírgulas dos meus textos, separando sujeitos de verbos assim, com a mesma freqüência da falta de aviões da Tam, por exemplo.

PS. Diante do tamanho deslumbramento, da insegurança, da tremedeira com a qual permeia suas relações com os "famosos" e pseudos do Rio, a "promoter" Carol Sampaio já foi devidamente apelidada de "Carol SEMpaio".

PS2. Ah, não deixe de reler isso, um assunto muito atual: http://marciog.blogspot.com/2006_05_01_marciog_archive.html

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Mais um drama na família Collor de Mello

Depois da expulsão do Collor do Planalto, das sessões de magia negra (dizem) nos porões da Casa da Dinda, lideradas por uma "mãe-de-santo" vinda de Arapiraca, nos cafundós das Alagoas, depois da morte inexplicável do PC Farias, do aneurisma do Pedro Collor, da morte da matriarca dona Leda (que gostava de ser chamada de Léda, e não de Lêda), depois da separão de Collor de Rosane, indiciada por desvios na falecida LBA, mais um drama toma de assalto o clã Collor de Mello: é grave o estado de saúde de Leopoldo, irmão do ex-presidente da República e senador eleito. Leopoldo sofre de câncer no pescoço (nunca ouvi falar), já perdeu parte do maxilar (meu Deus, como uma pessoa perde parte do maxilar?), e passa por grave crise financeira (o irmão milionário não ajuda?). Leopoldo não sai de casa, com razão. Leopoldo não quer ver ninguém.

domingo, dezembro 17, 2006

Narcisa faz escândalo na casa dos Monteiro de Carvalho

Barraco na alta sociedade. Na festa de casamento de Constança Teixeira de Freitas com o herdeiro francês Thierry Costes, na casa da avó da noiva, Evinha Monteiro de Carvalho, sábado, uma visivelmente alterada Narcisa Tamborindeguy resolveu acertar as contas com seus desafetos. Deu sopapos, jogou champanhe, xingou palavrões. Na lista dos agredidos estão a empresária Regina Lundgreen, a apresentadora Glória Maria, a socialite Lise Grendene e o jornalista Bruno Astuto, de "O Dia". A festa parou. Narcisa fazia dupla com - o tão doido quanto - Joaquim Álvaro Monteiro de Carvalho, tio da noiva, que vestia camiseta regata e calça jeans. Lilibeth Monteiro de Carvalho, mãe da noiva, mandou expulsar Narcisa da festa.

Nem apagão derruba Ivete

Conheci a Ivete Sangalo na casa do ator Marcio Garcia, quando ambos não eram tão famosos assim, pelo contrário, Ivete estava começando na banda Eva.  Ivete fez um show retumbante, decantado em verso e prosa por aí, sábado, no Maracanã. Nem o apagão que originou uma pane no som (e a cena era para gravação de DVD) tirou fôlego da gata. Bem humorada, para a alegria de 60 mil súditos (informação da PM), Ivetona teve de repetir algumas músicas para a cena ficar nos trinques. Talvez seja a primeira baiana a assumir o trono de musa do verão carioca.

Ivetona não fez por menos. Até onde contei, foram cinco ou seis roupas. Se é que alguém estava preocupado com isso. Ah. Detalhe importante: todos os looks foram feitos por Alexandre Herchcovitch, para desgosto do Tufvesson. Baiana com tudo em cima e a cabeça em dia, a gata mandou alguém decorar seu camarim com fotos do Cristo Rendentor – mais carioca, impossível.

Quem pensa que Ivetona mandou pedir 25 mil toalhas brancas, um milhão de garrafas de garrafas d’água Perrier e um campo de futebol no camarim, como fazem as grandes “estrelas” de por aí, está enganado. Decorado com a simplicidade-marca-da-baiana, seu ambiente reservado para antes e depois do show não tinha nada de escalafobético, apenas algumas almofadas, uns sofás brancos, e só. Acessível como ela só, foi aí que a Ivete ficou pê da vida quando soube do festival de caras e bocas e egos inflados protagonizado pela “promoter” Carol Sampaio - pode chamá-la de Carol SEMpaio - e pela assessora de imprensa Renata de las Couve, da empresa Impress, que não deram atendimento digno a algumas figuras cariocas, subiram no salto alto, mas logo naufragaram na tal da insignificância. “Quem são as duas, elas são famosas aqui no Rio, são, meu rei”? – perguntou a cantora depois do show, para logo ficar tranqüila ao saber que ninguém as conhece - foi um acidente de percurso da produção.

Ivete nos bastidores é aquele azougue que todo mundo conhece em cena aberta, talvez por incansáveis sessões de esteira e musculação, mas sem a encheção de saco de um “personal trainer”. Antes de começar o show, não cansava de se levantar da “chaise longue” e caminhar até o fundo do palco para, escondidinho, ver o povão começando a chegar. Ansiosa, perguntava sem parar a seu irmão empresário Jesus Sangalo (este nome é um achado): “vem muita gente, vem, meu rei”? Ele apenas sorria. Sabe o diamante com o qual cresceu na Bahia, com o qual passou grandes barras (vendiam quentinha na infância-adolescência) e pelo qual dá a vida hoje, porque se amam como poucos. É Ivetona olhar, para o Jesus entender, e vice-versa.

A produção montou um vídeo com imagens de “amigos” (mas com muitos colegas) desejando tudo de bom à baiana. Dizem que foi surpresa, que Ivete não sabia, e pelo chororô que se instalou no momento em que a gata assistiu, acho que ela ignorava a função mesmo.

A cena da Ivetona só foi terminar lá pelas quase três da manhã, já que o tal apagão atrasou, e ainda teve a obrigação de a cantora repetir algumas músicas por ordem do diretor do DVD. Mesmo assim, após o balaco, ela mudou de roupa, pôs sandálias de dedo e deu uma entrevista coletiva retumbante: divertida, inteligente, sem pedestal. Foi aí que a baiana anunciou que vai entrar para o “hall” da fama do Maracanã, que tal?

Uma semana inteira de ansiedade, contou Ivete. Ela é profissional a ponto de querer saber de todos os detalhes, ainda que confie cegamente no irmão – nem todo mundo tem um Jesus para chamar de mano, né... Cantar no Maracanã era um sonho antigo, e entrando no paco ela atacou de “abalou, sacudiu, balançou de verdade”, o que fez o estádio tremer como num Fla-Flu- domingo-de-sol-com-Jorge-Ben-Jor-na-arquibancada. Sobre a morena, luzes cor-de-rosa.
Entre os cachorros-quentes e a pipoca servidos na “área vip”, salvaram-se todos da sede-de-fama dos “promoters”. Meu Deus, o que era aquilo?

Até Xuxa foi. Com Sasha. E a loura mereceu da cantora um chamego especial: em cena aberta, Ivete agradeceu a presença da rainha e dedicou a ela a música “Doce mel”, suscitando zum-zum-zuns, como sempre.

Ivete cantou “Corazón Partío”, com Alejandro Sanz, e abalou Bangu. Piadista, nos intervalos de uma ou outra música, porque se tratava de uma gravação, e às vezes os ajustes demandavam tempo, descontraía a multidão com suas histórias ou cantava um ilariê fora do roteiro.

Feito um rastilho de pólvora, um boato de que a baiana está grávida tomou de assalto a “área VIP”. Perguntada na entrevista de logo depois da cena, Ivetona negou. Quando parei de contar, estava na 25ª música. E Ivete atenta feito um canário belga às sete da manhã, piando por alpiste. Desviei minha atenção, quando a linda Grazzielli, ex-BBB, foi embora mais cedo, antes de o show acabar. É que o namorado ficou em casa, com febre.

Preta Gil, depois da cantora, era talvez a mais animada da noite. A rainha da bateria da Mangueira estava a mil por hora, e esquentava as turbinas para ainda dar uma passadinha na quadra da verde-rosa - bater o cartão de ponto, porque caso contrário leva falta.

Carolina Dieckman com aquele semblante parecido com o do figurinista do Jô – comeu e não gostou. Que será que se passa na cabeça da Carolina Diekman? Pensa tratar-se de uma Nicole Kidman? Cartas para a redação. A faixa de homem mais bonito da noite, emitida pelo colunista, foi parar nas mãos do ator Max Fercodini. Não havia concorrente à altura.

Beth Carvalho foi com a filha Luana. Ivete ainda cantou com Samuel Rosa, do Skank, e com Buchecha. Descontraída, refez cabelo e maquiagem em pleno palco, para loucura geral da platéia. Na hora do apagão, trouxe a banda para o centro do palco, fez uma oração e seguiu para o camarim. Foi atendida logo depois, e adentrou de novo o tablado cantando a música “Conquista”.

Entre os chamados vips, ainda, a lista de presenças é grande: Mariana Ximenez ganhou a faixa (também emitida pelo colunista) de a mulher mais bonita. Samara Felippo, que tem um dentista de Niterói na fila de pretendentes, declarou que só Ivete Sangalo a “tira de casa”, porque, todo mundo sabe, a Samara agora faz a linha “low profile” – ah, bom. Thiago Lacerda e Vanessa Lóes, depois de um longo inverno, agora vivem no verão da gravidez e estavam cheios de amor para dar, dançando coladinho, Nem aí para a “promoter” Carol Sampaio, que teimava em pedir “uma foto” ao lado dos belos. Uma “promoter” cafona, pelo que se percebe.

Nívea Stelman, outra que faz a linha “low profile”, mas vai até a batizado de cachorro em shopping de Brás de Pina, é uma mulher de oportunidades e logo fisgou por uma noite o ator Thiago Rodrigues, unanimidade do bem no Projac, estrela da atual novela das oito. Nívea garantiu as fotos das revistas e dos jornais durante a quinzena.

Karina Bacchi, a dona do piercing mais íntimo da temporada, tendo exibido o acessório nas páginas daquela revista de mulheres peladonas, também foi e dançou tanto, que parecia uma loura do tchan. Passando as festas de fim de ano no Rio, madame Suzana Werner, mulher do goleiro Julio César, do Milan, chegou da Itália e lá estava a loura, sacolejando o esqueleto e contando os minutos para ir ao camarim dar uma beijocas na amiga – se conhecem há muito (desde aquele meu tempo com Ivete na casa do Marcio Garcia).

sábado, dezembro 16, 2006

Sábado de sol com Ivetão no Maraca

Não tem para ninguém. O programa de hoje à noite é ir ao show/gravação de DVD da Ivete Sangalo, no Maracanã. É. Não tem páreo nem para uma hipotética vinda surpresa de Sua Santidade Bento XIV à Cidade Maravilhosa. Ivetona ganha do Papa. Uma cara-de-empada comanda a “área vip”. Ela que me aguarde.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Texto sem cortes: Nuit de Noel: primeiro time e “rififi” no mesmo salão...

Tintura de picumã masculino foi o que mais imperou na festa Nuit de Noel, que aconteceu anteontem nos novos e magníficos salões do Copacabana Palace. O que tem de homem pintando o cabelo no “society”, eu nem te conto, e os tons são os mais variados. Do mostarda-rapadura ao esmaecido-cor-de-mate, do louro-esverdeado ao clássico negro-asa-de-graúna. Entre as mulheres, o que anda reinando são as tiaras. Bastou o convite dizer que o traje é black-tie para algumas das damas da “sociedade” carioca sapecarem logo um arranjo de cabeça.

O primeiro time social marcou presença com pouquíssimos representantes, afora, claro, as esforçadas aves de outros planetas e longos carnavais. De Brasília veio uma van apinhada, porque avião nesse nosso céu de anil, só a Luiza Brunet, ou a Maria Raquel de Carvalho, e olhe lá. Daí que as brasilienses puseram seus tafetás na sacola, lançaram mão de um tênis básico, e cruzaram as estradas em direção ao Rio, cidade maravilhosa, berço do samba e das lindas canções, peçam à doutora Ellen Gracie para não guardar má imagem.

Na trupe de Brasília veio a Maria Inês Nogueira, num misto de vestido-fantasia salpicado de plumas balouçantes. No tempo do Clóvis Bornay no Hotel Glória, logo se batizaria a indumentária de “Chapadão das glórias na seara da rainha Vitória”, mais ou menos isso. E Maria Inês circulava esvoaçante – nem era com ela.

Ainda do Cerrado, a posudérrima Ana Maria Gontijo, que olha para a turma com um sibemol acima. Mas se o capítulo é a Corte, não tem para ninguém. A mais classuda, a mais impactante na Nuit de Noel era a Lílian Gurgulino. Que mulher interessante! Dentro de um vestido cor-de-cereja, Lílian estava uma uva.

Entre as cariocas, vai ser difícil escolher a mais elegante. Havia muitas. Regina Marcondes Ferraz, que agora é Gama, mas ninguém consegue chamá-la assim, por exemplo, de vermelho, era a própria aparição da santa. Mas uma santa com biografia. Regina nasceu com o talento da classe! Silvinha Fraga, rosto mais leve depois de um lifiting, pôs um longo verde-pinheiro de Natal. Andréa Rudge chegou ao lado do maridão Otávio dentro de um longo de seda cor-de-rosa-meio-acerola de chamar a atenção. Lindíssima, como sempre, e com jóias de corais e diamantes fabulosas.

Rosa Maria Barreto, classudérrima, dentro de um vestido dourado com jóias de águas-marinhas belíssimas. Miriam Gagliardi com seu clássico batom vermelho. Lucília Lopes estava com um vestido interessante: cor-de-carbono. Elizabeth Araújo, primeira-dama do Pró Cardíaco, lindérrima, com sua postura de bailarina clássica e um lindo colar de ouro-velho. Hecilda Fadel dentro de um modelo bordado feito pelas mágicas mãos do Jerson. E a juíza Maria Vitória, ao lado do seu charmoso Henrique Riera? Elegantérrimos!

Os salões estavam decorados à moda Copa: magníficos! Uma famosa socialite, tendo deixado de lado os óculos, confundiu-se e saiu cumprimentando os anjos de gesso em tamanho natural espalhados pelo salão. Pensou tratar-se de seres animados. Kátia Lage, a linda mineira, me olhava com o semblante de “estou te conhecendo, mas não sei de onde”, eu fiz a mesma linha, porque essa é uma linha providencial. O desembargador Luiz Felipe Francisco, mais magro, superem forma, também me apresentou um amigo que diz que me conhece “de nome”. Diante de tamanha popularidade, estou pensando em armar uma banca para vender serpentina no réveillon da Atlântica.

A Nuit era de Noel, aliás, e coitado do Papai Noel! O velho foi esquecido na portaria, onde estava lotado para receber os convidados. Nem um copo d’água levaram para o homem, que suava em bicas. No final da festa, com um cachê de R$ 200 no bolso, ele partiria para Bangu, onde verdadeiramente mora de janeiro a novembro, até chegarem as renas e carregarem-no para os cafundós de todos os natais.

Ângela Fragoso Pires, a organizadora da festa, pegou o microfone, claro, ou não seria a Ângela. Falou. Agradeceu. Leu telegramas enviados por pessoas importantes que “não puderam comparecer”: a vice-primeira-dama dona Maria Gomes da Silva e o futuro governador Sérgio Cabral. Comemorando os 15 anos da Nuit de Noel, 15 joalherias doaram uma jóia cada uma, e os mimos foram sorteados. Se a Ângela cantou, você perguntou? Até a minha saída, o que se deu logo depois da sobremesa, não ouvi um lariri da ex-primeira-dama do Jockey.

Dona Naná Sette Câmara, parceira na organização da festa, pontificava vestindo um autêntico Jerson, em mesa concorrida. O médico Francisco Briggs com sua Gilda, ela dentro de um vestido cor-de-chocolate-ao-leite, com amigos portugueses. Maria Raquel de Carvalho, não preciso dizer e repetir, era o próprio avião-que-não-decolou-no-Galeão-e-foi brilhar-no-Copa. Não há falha em trafego aéreo que consiga apagar o brilho daquele possante turbinado que é a Maria Raquel.

Maria Clara Tapajós disputava o troféu de “vestido mais estampado” com a Odaléa Brando Barbosa. Ambas elegantes, claro. Carmem Mayrink Veiga não foi. Ficou em casa, no que fez muito bem para si, mas muito mal para nós, privando-nos de sua impactante e linda presença.

Daqui a pouco alguém gritou: a governadora está chegando! Era alarme falso. Rosinha deveria àquela hora estar encaixotando seus pertences para despachar rumo a Campos, nos ônibus da 1001. Mirna Bandeira de Mello estava de amarelo-gema. Interessantíssima. Milu Camarão, de vermelho-Noel, ao lado do Armando e do Luiz Fernando Redó. Milu é um espetáculo. Uma simpatia.

Mais presenças: Ângela Alhante, Belita Tamoio, charmosíssima, Marlene Carvalho com a filha Gigi, de “O Dia”, seu colunista Bruno Astuto, Priscila Levinson e Emerson Marieto em uma mesa movimentada, o cônsul argentino Luiz Belando, que ouviu dizer que a franja está na moda e arriscou, Lucy Sá Peixoto com o carnavalesco Mario Borrielo, a médica Odilza Vital, que criou a famosa (nos EUA) pílula do perfume, Julia, uma mulher internacional e linda, com o marido embaixador Mario Gibson Barbosa. A sogra do Kaká, o nosso rei do Milan, estava também. Rosângela Lira é o seu nome. É representante da grife Dior no Brasil. Alberto Sabino, charmosíssimo.

A turma rififi do “society” estava também. É aquela que se esforça, se esforça, mas, qual o que nadou-nadou, morre sempre na praia. Melhor: morre no piscinão de Ramos! Não consegue decolar. Tem dinheiro? Tem, sim, senhor! Tem bolsa de grife? Tem, sim, senhor! Tem apartamento na praia? Tem, sim, senhor! Tem casa na Barra? Tem, sim, senhor! Tem carro blindado-importado? Tem, sim, senhor! Viaja na primeira-classe? Viaja, sim, senhor! Tem charme, tem classe, tem a alma racé? Tem, não, senhor!
Pelo contrário:come até sobremesa com garfo e faca.
Sorry, periferia...

NA FOTO, a linda Andréa Rudge, primeiríssimo time social carioca, uma das mais elegantes da noite...

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Marketing social

Duda Mendonça fez escola. Surgiu no Rio a figura da marketeira para assuntos de eleição no Country Clube. Uma recente, alardeada e vitoriosa campanha custou U$ 20 mil. O serviço também opera em outros quadros societários. Por exemplo, para eleição no Marimbás, os honorários são mais em conta: R$ 8 mil mensais.

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José Maurício Machline adoraria que o “Prêmio Craque Brasileirão 2006”, que ele inventou e a CBF comprou, fosse realizado dentro de um vestiário, mas como não há banheirão onde caiba tanta gente, a segunda opção foi o Theatro Municipal, que na gestão da dona Severo não anda lá muito distante disso, não. Mas a festa do tal prêmio, segunda à noite, foi, digamos, engraçada.

Para começar, alguém achou de escalar a arroz-de-festa Taís Araújo e o apalhaçado, no bom sentido, Evandro Mesquita para “mestres de cerimônia”. Nada a ver. Alguém do esporte, ainda que não fosse do futebol, imprimiria muito mais charme. Por exemplo, um Gustavo Borges, uma cada vez mais espetacular Hortência...as opções são inúmeras. Se perguntar a Taís o nome do técnico da Seleção Brasileira, é capaz de ela não saber responder. Quem é que sabe, aliás: é Dunga ou Ricardo Teixeira?

Taís quis fazer graça, ao justificar sua completa ignorância sobre futebol. “Sou mulher, dá um desconto aí”.

Outra bobagem é o capítulo figurino. Não adianta. Machline, pimpão, gostaria de que fosse black-tie, quer se sentir no Oscar qual Mariah Carey, mas logo mudou para passeio completo. A maioria da turma confundiu e foi de “vamos passear no bosque, enquanto seu lobo não vem”. Com algumas exceções.

Os amigos do organizador, quase todos, foram escalados para uma encenação rápida no evento. Todo mundo com cachê, claro. Uma presença bacana, entre poucos: Tony Belloto. Acompanhado dos filhos Antônio e João.
Rogério Ceni pode até ter merecido o título de “Craque do Brasileirão”, mas daí a ser medalhado também como “Rei do futebol”, e dentro do Rio de Janeiro, é sintoma de que alguém anda com as idéias avariadas na comissão organizadora.

quinta-feira, novembro 16, 2006

Sobre perdas

Já perdi a cabeça, perdi a hora, perdi o dia, perdi o anel, perdi o amor, perdi o livro, perdi o ano, perdi a caneta, perdi o guarda-chuva, perdi dinheiro, perdi o bilhete do Metrô, perdi a elegância, perdi o humor, perdi a voz, perdi a consciência, perdi o prumo, perdi o foco, perdi meus óculos, perdi o sapato, perdi a consulta, perdi a prova, perdi o amigo, perdi a vergonha.
Agora perdi minha mãe.
Estou completamente perdido.

sábado, outubro 21, 2006

NO TELEFONE COM CARMEM MAYRINK VEIGA

Eu: "O que você gostaria de perguntar para a Denise Frossard"? Ela: "Acho a Denise o máximo e não tenho nada a perguntar - ela tem respondido todas as minhas perguntas nos debates da televisão".

sexta-feira, outubro 06, 2006

Tucanos também não são essa coca-cola toda

Um estudioso de São Paulo, Altamiro Borges, recuperou brevemente a nossa memória política da década recente e a colocou na rede. O sociólogo Rogério Chaves enxugou o texto. Não esqueçamos dos anos tucanos.

A) Logo no início da "era FHC", era, não é mais, denúncias de corrupção e tráfico de influências no contrato de US$ 1,4 bilhão para a criação do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) derrubaram um ministro e dois assessores presidenciais. Mas a CPI foi esvaziada pelos aliados do governo e resultou apenas num relatório com informações requentadas ao MP.

B) Pouco depois, em agosto de 1995, eclodiu a crise dos bancos: Econômico, Mercantil e Comercial. Através do Proer, FHC beneficiou com R$ 9,6 bilhões o Banco Econômico numa jogada política para favorecer o seu aliado ACM. A CPI instalada não durou cinco meses, justificou o socorro aos bancos quebrados e nem sequer averiguou o conteúdo de uma pasta rosa, que trazia o nome de 25 deputados subornados pelo Econômico.

C) Em novembro de 1996 veio à tona a falcatrua no pagamento de títulos no DNER. Os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor destes precatórios para a quadrilha que comandava o esquema, resultando num prejuízo à União de quase R$ 3 bilhões. A sujeira resultou na extinção do órgão, mas os aliados de FHC impediram a criação da CPI para investigar o caso.

D) Em 1997, gravações telefônicas colocaram sob forte suspeita a aprovação da emenda constitucional que permitiria a reeleição de FHC. Os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos do PFL do Acre, teriam recebido R$ 200 mil para votar a favor do projeto do governo. Eles renunciaram ao mandato e foram expulsos do partido, mas o pedido de uma CPI foi bombardeado pelos governistas.

E) Num nítido estelionato eleitoral, o governo promoveu a desvalorização do real no início de 1999.

F) Para piorar, socorreu com R$ 1,6 bilhão os bancos Marka e FonteCidam - ambos com vínculos com tucanos de alta plumagem. A proposta de criação de uma CPI tramitou durante dois anos na Câmara Federal e foi arquivada por pressão da bancada governista.

G) Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas entre Luis Carlos Mendonça de Barros, ministro das Comunicações, e André Lara Resende, dirigente do banco. Eles articulavam o apoio a Previ, caixa de previdência do Banco do Brasil, para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o tucano Pérsio Árida. A negociata teve valor estimado de R$ 24 bilhões. Apesar do escândalo, FHC conseguiu evitar a instalação da CPI.

H) Em 2001, chafurdando na lama, o governo ainda bloqueou a abertura de uma CPI para apurar todas as denúncias contra a sua triste gestão. Foram arrolados 28 casos de corrupção na esfera federal, que depois se concentraram nas falcatruas da Sudam, da privatização do sistema Telebrás e no envolvimento do ex-ministro Eduardo Jorge. A imundice no ninho tucano novamente ficou impune.

I) Secretário-geral do presidente Eduardo Jorge foi alvo de várias denúncias no reinado tucano: esquema de liberação de verbas no valor de R$ 169 milhões para o TRT-SP; montagem do caixa-dois para a reeleição de FHC; lobby para favorecer empresas de informática com contratos no valor de R$ 21,1 milhões só para a Montreal; e uso de recursos dos fundos de pensão no processo das privatizações. Nada foi apurado e hoje o sinistro aparece na mídia para criticar a falta de ética do governo Lula.

E apesar disto, FHC impediu qualquer apuração e sabotou todas as CPIs. Ele contou ainda com a ajuda do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que por isso foi batizado de engavetador-geral. Dos 626 inquéritos instalados até maio de 2001, 242 foram engavetados e outros 217 foram arquivados. Estes envolviam 194 deputados, 33 senadores, 11 ministros e ex-ministros e em quatro o próprio FHC. Nada foi apurado, a mídia evitou o alarde e os tucanos ficaram intactos. Lula inclusive revelou há pouco que evitou reabrir tais investigações - deve estar arrependido dessa bondade!

Diferente do reinado tucano, o que é uma importante marca distintiva do atual governo, hoje existe maior seriedade na apuração das denúncias de corrupção. Tanto que o Ministério da Justiça e sua Polícia Federal surgem nas pesquisas de opinião com alta credibilidade. Nesse curto período foram presas 1.234 pessoas, sendo 819 políticos, empresários, juízes, policiais e servidores acusados de vários esquemas de fraude - desde o superfaturamento na compra de derivados de sangue até a adulteração de leite em pó para escolas e creches. Ações de desvio do dinheiro público foram atacadas em 45 operações especiais da PF. Já a Controladoria Geral da União, encabeçada pelo ministro Waldir Pires, fiscalizou até agora 681 áreas municipais e promoveu 6 mil auditorias em órgãos federais, que resultaram em 2.461 pedidos de apuração ao Tribunal de Contas da União. Apesar das bravatas de FHC, a Controladoria só passou a funcionar de fato no atual governo, que inclusive já efetivou 450 concursados para o trabalho de investigação. A ação do governo do presidente Lula na luta decidida contra a corrupção marca uma nova fase na história da administração pública no país, porque ela é uma luta aberta contra a impunidade, garante Waldir Pires. Diante de fatos irrefutáveis, fica patente que a atual investida do PSDB-PFL não tem nada de ética. FHC, que orquestrou a recente eleição de Severino Cavalcanti para presidente da Câmara, tem interesses menos nobres nesse embate. Através da CPI dos Correios, o tucanato visa imobilizar o governo Lula e desgastar sua imagem, preparando o clima para a sucessão presidencial. De quebra, pode ainda ter como subproduto a privatização dos Correios, acelerando a tramitação do projeto de lei 1.491/99, interrompida pelo atual governo, que acaba com o monopólio estatal dos serviços postais

segunda-feira, outubro 02, 2006

Fosse um brasileiro, dentro de um avião abalroando americanos no ar...

Aqui e lá
O jornalista do “New York Times”, passageiro do jato que se chocou com o avião da Gol - o que teria causado a tragédia, já embarcou de volta aos EUA. Fosse um brasileiro, dentro de um avião abalroando americanos no ar, na terra de George Bush, teria ficado detido, até que se esclarecesse tudo, e já com a pecha de terrorista.

Aqui e lá 2
A Polícia Federal errou ao permitir que o homem retornasse. Tem de perguntar, esclarecer, intimar, cogitar: o que aconteceu dentro do jato? E as gravações de sua caixa preta, o que registraram?

quarta-feira, agosto 23, 2006

"VIP List" é o cacete!

Morro de rir dessas "promoters" que vivem a divulgar que estão fazendo a "vip list" do evento tal, "vip list" do camarote da escola de samba de Caxias, tem gente fazendo "vip list" até para funeral. São umas tontas.
Só para se ter uma idéia, minha mãe me conta que, lembra de quando era pequena, o pai da dona Helena Gondim alugava bicicletas lá em Niterói. Disponibilizava "magrelas" para aluguel. Hoje a dona Helena é a "papisa da elegância e da finesse", que edita "a bíblia do society", o livro Sociedade Brasileira, onde facilmente banqueiros do jogo do bicho e "lesa-pátrias" conhecidos (tem até banqueiros que fogem do Brasil carregando os dólares dos clientes na cueca) são catapultados aos "píncaros da glória" ao lado do "creme-do-creme" da sociedade carioca. Um creme coalhado, diga-se.
Pros diabos com "vip list", Sociedade Brasileira, o escambau! Eu quero é dormir com a certeza de que Deus me permitirá acordar no outro dia.
Essas (po)posudas, marias, sabrinas, lalás, patrícias, anas paulas, marias claras, biancas e neuzinhas, todas, peidam, arrotam e cagam como eu e os garotinhos pardos que fazem malabarismo no sinal de trânsito. Mas carregam aquele semblante de quem defeca orquídea, algo assim como merda cheirando a Chanel nº 5.
Acordei ouriçado, hoje.

domingo, agosto 20, 2006

Chanel não morreu e brilha no Rio

Talvez a Eva Todor tenha mesmo razão. Marília Pêra “não existe”. Uma criatura que se predispõe a dar fôlego de vida a personalidades tão distintas e irrequietas quanto Dalva de Oliveira, Carmen Miranda, Maria Callas e Coco Chanel, só para citar apenas as mais excêntricas, é muito, muito difícil de ser definida. Marília estreou a peça Mademoiselle Chanel, sexta, no majestoso Teatro Maison de France. “Le tout” Rio disse sim. A ocasião não encontraria concorrência à altura nem mesmo se o Papa estivesse na cidade, exagero. Afinal, Marília Pêra e Coco Chanel, juntas sobre o mesmo palco, são uma tsunami artística improvável e definidamente sublime.

Quando digo que “le tout” Rio disse presente, mato a cobra e mostro o pau: estava lá o ministro da Cultura Gilberto Gil, de calça branca e túnica da mesma cor, com uma sandália de couro daquelas que enforcam o dedão e libertam o fura-bolo e seus vizinhos, muito própria das lojas do Mercado Modelo baiano. Estava lá a eterna primeira-dama sem mandato, Lily Marinho, cercada de afeto, tailleur preto e micro-bolsinha Chanel, naturalmente. Estava lá a grande diva. É pouco: a matriarca do talento. Ih, muito pouco: a estrela, o cometa, o meteoro dos palcos brasileiros – agora sim: Bibi Ferreira! Da Eva Todor já falei. Ah, não posso esquecer: Tônia Carrero, linda, linda, sentada na terceira fila da platéia, embevecida, aplaudindo efusivamente.

Afora toda essa expressão artístico-social carioca, a lista de nomes e sobrenomes da noite é infindável. Antônia Mayrink Veiga Freering, em temporada carioca, sentada atrás de mim, com um jeans Diesel e o marido, Guilherme (camisa branca Ralph Lauren com as mangas arregaçadas, idem para a calça jeans). Maria da Glória Antici com seu semblante imperial, como saindo de uma tela de Edgar Degas. E quando o Daniel Oliveira chegou, t-shirt preto e branca em louvor a Jean-Michel Basquiat (o grafiteiro haitiano que riscou Nova York, como um profeta Gentileza movido a heroína), braços dados com sua cabocla, não teve para ninguém - a noite estava completa!

Daniel é o Cazuza do cinema, você sabe. É de uma doçura, de uma leveza, de uma beleza... Feito a Marília Pêra: difícil definir. Para começar, tem aquele meio-sem-jeito próprio dos talentosos. Parece que está sempre a se perguntar: “o que é que essa gente vê em mim, para me fotografar tanto, para me entrevistar tanto, para me paparicar tanto”? Essa gente toda que o espreita percebe um espírito desarmado, difícil de encontrar nos dias de hoje, e muito mais improvável ainda quando se trata de uma estrela de televisão - classe da qual a maioria, sabe-se, é movida a ego inflado. Daniel, não. Tem aquele jeito nada estudado, ombros fechados, olhando para o chão, timidíssimo, mas grandioso quando explana o sorriso e acende o olhar. Sem contar que, frente às câmeras, é aquele vulcão em erupção que todo mundo aplaude. Um vulcão novíssimo - não tem 30 anos.

O começar da noite, no hall de entrada do consulado francês carioca, estava infernal. Um calor! Meu Deus. Culpa dos refletores e, claro, da junção de estrelas num mesmo e exíguo pedaço. Pelo clima já se tinha a noção de o quanto seria “quente” o programa. A cada girar da porta envidraçada, uma surpresa. Olha lá a Regina Gama, eternamente Marcondes Ferraz, como é mesmo o nome do novo marido dela? Olha lá a Aracy Cardoso, uma moça, inteiraça. Silêncio! A Bibi Ferreira chegou! Flash, flash, flash!

Maria Adelaide Amaral, autora da peça, pôs uma camélia cor de rosa sobre o terninho preto. Flash, flash, flash! Aliás, camélias brancas e colares de pérolas, marcas do estilo Chanel, foram os acessórios preferidos pelas damas presentes. Olha lá: é a Marília Kranz! Flash, flash, flash!

“Envelheci”, diz a Chanel da ficção no palco do Maison de France, começando a contar sua história. A mademoiselle da vida real disparava: “A cada dia que passa, simplifico alguma coisa. Quando não puder inventar mais nada, será o fim”. Marília Pêra continua inventando.
Por exemplo, um repousar da mão na cintura todo novo, com o punho encostado no quadril e os dedos ocupando-se de um cigarro, cotovelo armando uma geometria firme com a linha do corpo. Inventando um leve chacoalhar da cabeça, ritmado com o que se despeja em palavras curtas e rápidas, induzindo seus ouvintes ao inarredável acordo. Inventando um jeito só seu de romper acima a escada espelhada, costas para o público, inclinando levemente o pescoço, no meio do caminho, e mirando a platéia com a certeza de uma loba diante da presa indefesa. Uma loba na idade da leoa.

Maria Adelaide diz que “quis saber quem era Chanel, como era, como sentia, se exteriorizava seus sentimentos ou os mascarava, por que falava tão rápido cuspindo as palavras como balas de uma metralhadora, por que parecia tão dura, o que escondia a sua altivez, por que era tão mordaz”. Pelo visto, conseguiu. Marília Pera atesta: Chanel era “uma bruxa! Uma fada boa! Boníssima amiga! Criativa, engraçada, um anjo! Um demônio”! Ambas, autora e atriz, acertaram em cheio no que querem mostrar ao público, no caso, a vida de uma mulher que reinventava sua história “de maneira brilhante a cada momento”, em cada movimento, surpreendente, como diz o diretor do espetáculo Jorge Takla. “A lenda é a consagração da celebridade”, contava Chanel.

Na platéia do Maison de France, o ator Carmo Della Vechia com o melhor amigo, ex-melhor amigo do ator Leonardo Vieira. Ainda: Lázaro Ramos com a mulher Taís Araújo e seu (dela) jeito Ellen de ser. A cabocla da novela e do Daniel Oliveira, Vanessa Giácomo, ouviu dizer que a peça era sobre Chanel, e sapecou um vestido preto, rendado, com saia godê de debutante. Contrastava com o jeans surrado do amado, seu (dele) tênis estilo Conga e o blazer-de-implicar-com-o-Peta: de pelica preta.

Outro que parou tudo quando chegou foi o sumido ator Ricardo Blat, talento espargindo via poros. O Blat também ouviu dizer que era Chanel, e tirou do closet uma calça com a estampa inglesa príncipe de Gales em preto e branco. Nélida Piñon, sentada na segunda fila da platéia, a representação mais exata da elegância. Geraldinho Carneiro era talvez o homem mais chique da noite, calça jeans, sapatos marrons engraxadíssimos e sem as pavorosas fivelas próprias dos “acafonados”, tudo arrematado por um blazer bem cortado, no comprimento certo, cor de outono, sobre a camisa branca livre do caos do cós.

Gabrielle-Bonher Chanel nasceu em 19 de agosto de 1883, uma autêntica leonina (vaidosa, centro de todas as atenções). Filha de uma arrumadeira-cozinheira é, ainda hoje, a maior personalidade da moda de todos os tempos. Libertou a mulher dos espartilhos, internacionalizou o perfume (“mulher sem perfume não tem futuro”), inventou a bijuteria, casando badulaques baratos com pedras preciosas. Alterou a carteira de identidade para camuflar a velhice. (In)certa vez, um repórter a perguntou: “Qual é a sua idade”? Ela: “você não tem nada a ver com isso”.

Em 10 de janeiro de 1971, deu seu último suspiro (“para mim, a única coisa apaixonante que ainda pode acontecer é morrer”). Antes de partir, porém, deu ordens ao fiel mordomo e herdeiro, François: “Quando eu morrer, leve-me à Suíça. Ponha-me atrás do carro. Se perguntarem alguma coisa, na fronteira, diga que é Mademoiselle Chanel, que já está meio gagá. E não faça bobagens, porque estarei com você em outra dimensão”.

A Chanel de Maria Adelaide Amaral não morre. Finaliza seu repertório sumindo em uma escada, diáfana entre a sanidade e o desequilíbrio mental. Talvez a autora tenha obedecido à ordem de mademoiselle, de que ninguém estava autorizado a vê-la fenecer.

Fotos: reproduções/colagem nossa

sexta-feira, agosto 18, 2006

A mudança do Brasil depende de nós!

Depois de pagar esse absurdo de impostos ainda temos que enfrentar uma roubalheira nunca vista e um medíocre e péssimo retorno nos bens e serviços oferecidos pelos Governos !

IBPT - INSTITUTO BRASILEIRO DE PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO
Percentual de Tributos sobre o Preço Final

PRODUTO % Tributos/preço final
Mesa de madeira 30,57%
Cadeira de madeira 30,57%
Sofá de madeira/plástico 34,50%
Armário de madeira 30,57%
Cama de madeira 30,57%
Motocicleta de até 125 cc 44,40%
Motocicleta acima de 125 cc 49,78%
Bicicleta 34,50%
Vassoura 26,25%
Tapete 34,50%
Passagens aéreas 8,65%
Transporte Rod. Interestadual Passageiros 16,65%
Transporte Rod. Interestadual Cargas 21,65%
Transporte Aéreo de Cargas 8,65%
Transporte Urbano Passag. - Metropolitano 22,98%
MEDICAMENTOS 36%
CONTA DE ÁGUA 29,83%
CONTA DE LUZ 45,81%
CONTA DE TELEFONE 47,87%
Cigarro 81,68%
Gasolina 57,03%
PRODUTOS ALIMENTÍCIOS
Carne bovina 18,63%
Frango 17,91%
Peixe 18,02%
Sal 29,48%
Trigo 34,47%
Arroz 18%
Óleo de soja 37,18%
Farinha 34,47%
Feijão 18%
Açúcar 40,4%
Leite 33,63%
Café 36,52%
Macarrão 35,20%
Margarina 37,18%
Margarina 37,18%
Molho de tomate 36,66%
Ervilha 35,86%
Milho verde 37,37%
Biscoito 38,5%
Chocolate 32%
Achocolatado 37,84%
Ovos 21,79%
Frutas 22,98%
Álcool 43,28%
Detergente 40,50%
Saponáceo 40,50%
Sabão em barra 40,50%
Sabão em pó 42,27%
Desinfetante 37,84%
Água sanitária 37,84%
Esponja de aço 44,35%
PRODUTOS DE HIGIENE
Sabonete 42%
Xampu 52,35%
Condicionador 47,01%
Desodorante 47,25%
Aparelho de barbear 41,98%
Papel Higiênico 40,50%
Pasta de Dente 42,00%
MATERIAL ESCOLAR
Caneta 48,69%
Lápis 36,19%
Borracha 44,39%
Estojo 41,53%
Pastas plásticas 41,17%
Agenda 44,39%
Papel sulfite 38,97%
Livros 13,18%
Papel 38,97%
Agenda 44,39%
Mochilas 40,82%
Régua 45,85%
Pincel 36,90%
Tinta plástica 37,42%
BEBIDAS
Refresco em pó 38,32%
Suco 37,84%
Água 45,11%
Cerveja 56%
Cachaça 83,07%
Refrigerante 47%
CD 47,25%
DVD 51,59%
Brinquedos 41,98%
LOUÇAS
Pratos 44,76%
Copos 45,60%
Garrafa térmica 43,16%
Talheres 42,70%
Panelas 44,47%
PRODUTOS DE CAMA, MESA E BANHO
Toalhas - (mesa e banho) 36,33%
Lençol 37,51%
Travesseiro 36%
Cobertor 37,42%
Automóvel 43,63%
ELETRODOMÉSTICOS
Fogão 39,50%
Microondas 56,99%
Ferro de Passar 44,35%
Telefone Celular 41,00%
Liquidificador 43,64%
Ventilador 43,16%
Refrigerador 47,06%
Vídeo-cassete 52,06%
Aparelho de som 38,00%
Computador 38,00%
Batedeira 43,64%
Roupas 37,84%
Sapatos 37,37%
MATERIAL DE CONSTRUÇÃO
Casa popular 49,02%
Telha 34,47%
Tijolo 34,23%
Vaso sanitário 44,11%
Tinta 45,77%
Fertilizantes 27,07%
Móveis (estantes, cama, armários)37,56%
Mensalidade Escolar 37,68% (COM ISS DE 5%)

Divulgue!

HELOISA HELENA JÁ!

terça-feira, agosto 08, 2006

Para Lucinha, todo amor que houver nessa vida!

“Baby, compre o jornal, vem ver o sol”, pois a Lucinha Araújo fez 70 anos! E, se não o seu filho da vida real, estava lá o “Caju” da ficção, o grande ator Daniel Oliveira, que personificou o cantor-autor da “vida louca vida”, na festa de aniversário mais retumbante dos últimos tempos, um setentão que deveria ser convertido em feriado nacional, porque está para nascer mulher mais querida, mais forte e guerreira. Lucinha, que deu a volta por cima depois da prematura partida do filho preletor da rebeldia, feliz ao lado dos muitos amigos, do maridão João, o homem Som Livre, e por aí a noite seguiu, naquele cenário de sonho que é o Palácio da Cidade.

Desde o começo, quando Lucinha planejava a festança, e logo o assunto vazou na imprensa, o Rio vivia em completa ebulição. As amigas ligavam umas para as outras, “fantasiando em segredo” e perguntando se o convite havia chegado. Umas outras, as preteridas - não dá para sair chamando todo mundo, né? - se entristeciam, já haviam até comprado a roupa e estavam “programadas pra só dizer sim”. As mais íntimas da aniversariante, ah, essas sequer se preocupavam com o pedaço de papel: iriam à festa de qualquer jeito, afinal, são tão amigas que, parece, seus “destinos foram traçados na maternidade”.

E eu digo a vocês que quem não foi, perdeu! Per-deu! A noite estava linda, como bem merece a Lucinha. Os amigos, felizes. Cazuza presente no corpo da ficção e na energia total. Exagerado! Caetano, de terno Dolce e Gabbana, cantou e encantou. Gente de todo canto, as várias gerações do Rio em torno daquela que fundou talvez a mais importante obra social do Brasil, a Sociedade Viva Cazuza, que cuida quase solitariamente ( “e quem tem coragem de ouvir?”) de crianças portadoras do vírus HIV, e nem por isso vive aí a se promover, a gritar “viva, Rio!”, a se locupletar das verbas públicas. Lucinha só conta com os amigos. “Se você não for forte, seja pelo menos humana”, cantou o filho poeta. Lucinha é forte e humana!

E como tem amigos! De Lilibeth Monteiro de Carvalho a Ivo Pitanguy (Marilu ao lado), de Flora a Gilberto Gil, de Paula Lavigne a Lou do Boni (com Boni de mãos dadas), estava todo mundo lá, em meio àquela iluminação hollywoodyana concebida pelo Ovídio, o sabe-tudo de decoração de festas. No fundo musical eletrônico, se alguém tinha dúvidas, eu conto: só deu Cazuza!

“Amor, meu grande amor, não chegue na hora marcada”, ecoavam as caixas de som, mas a turma chegou foi antes da hora, todo mundo ansioso para abraçar a aniversariante, uma mulher que não tem “inimigo no poder”, como o filho cantou buscando uma ideologia para viver. Pra lá e pra cá, naquele “museu de grandes novidades”, os convivas se abasteciam de generosas doses de Moët Chandon, e a ordem da dona da festa era dançar. Para isso foi contratada a banda Celebrare, sempre ótima, por sinal.

Cazuza cantarolava que “nas noites de frio é melhor nem nascer”. Enganadíssimo! Moinhos de vento! Na sexta, o povo estava encasacado, mas feliz da vida celebrando sua mamãe, impulsionando a grande roda de sua história. Se “todo mundo é parecido quando sente dor”, quando está feliz também é assim: todos se abraçavam, todos emocionados.
Lucinha parece personagem de ficção. Trata o manobrista, o porteiro, o pedinte de rua com a mesma consideração com que trata o prefeito César Maia, que cedeu o lugar para sua festa. É da burguesia tão contestada pelo filho (“enquanto houver burguesia, não vai haver poesia”), mas sabe bem que “o mundo é um moinho”, faz “triturar” nossos “sonhos tão mesquinhos”, como escreveu Cartola e Cazuza cantou.

Àquela noite, Lucinha parecia ter conhecido “os jardins do Éden” e queria nos contar: feliz, sorridente. Firme. Convencida de que “o céu faz tudo ficar infinito”. Sobre o palco, Caetano, Daniel Oliveira e Bebel Gilberto formaram um lariri fortíssimo e conjunto em torno da amiga. Um coral que contou também com a voz da aniversariante, e daí que o povo pediu: “me dê de presente o seu bis, pro dia [amanhã] nascer feliz”.

O jantar estava delicioso. Se é que o povo estava lá preocupado com isso. A frase de ordem da noite era “todo amor que houver nessa vida”. Claro que houve lágrimas. De emoção. Difícil não chorar em uma ocasião dessas, quando tudo flui positivamente, quando se sorri até para quem não se conhece, ou para com quem se brigou, com quem se aborreceu. Tudo na intenção da Lucinha. E tudo nesse Rio de Janeiro onde “uns viram o Messias e andam no mar, outros andam armados para te matar”, escreveu Cazuza em “Andróide sem par”.

Gilberto Braga estava também. Talentoso. Sorridente. Elegante. Gilberto é um dos cinco homens mais elegantes do Brasil. E dos maiores amigos de Lucinha! Atento a tudo e a todos, pois autor de novelas está sempre de olho ao redor, para transpor para a ficção, parabenizava o excelente Daniel Oliveira (o Stuart Angel do cinema) pelo trabalho no filme Zuzu.

Lucinha, de vermelho-cor-da-vida. Talvez a única a vestir essa cor. Paula Lavigne parecia uma pepita, um lusco-fusco dourado-prateado. Os homens, quase todos, engravatados, mas Boni, como os vinhos que ele tanto aprecia (cada vez melhor), foi de jaqueta preta Prada. O Boni também é chique. Sobre o bolo, verde com rosas cor-de-rosa, homenagem à Estação Primeira de Mangueira, escola de Lucinha, dois bonecos representavam um a aniversariante, tocando violão, e o outro, seu filho, calça jeans e camiseta branca, como Cazuza bem gostava.

Lucinha, simples, parecia dizer a cada um dos presentes: “tudo que ofereço é meu amor, meu endereço”.


Na foto, Cazuza com Lucinha na festa das Bodas de Prata dela com João, em 1982. Reprodução / arquivo pessoal de Cazuza.

sexta-feira, agosto 04, 2006

Texto sem cortes: Narcisa, Bruno, Alice, Marlene e Gigi

O episódio da demissão da famosa socialite (advogada e jornalista) Narcisa Tamborindeguy do jornal "O Dia" fez respingar tintas de discórdia no society. As matriarcas Alice Tamborindeguy e Marlene Carvalho, esta mãe de Gigi, a presidente do jornal, "amigas de uma vida inteira", desde os tempos de Mário Tamborindeguy e de Ary de Carvalho, hoje não se falam.

Dona Alice, queridíssima, achou "falta de consideração" a linda publisher Gigi, amicíssima de Narcisa, demitir a filha e contratar seu (de Narcisa) ex-amigo e ex-assistente Bruno Astuto. Consta que teria havido um telefonema de Narcisa, às sete da manhã, para a casa de Gigi, falando horrores para a ex-amiga. Narcisa se arrependeu, e consta que a filha Mariana (dela com Boninho), quase psiquiatra formada, teria empreendido uma campanha familiar para que a mãe ligasse para a Gigi e pedisse desculpas. Não sei o que aconteceu, pois logo a Narcisa partiu para Ibiza, para a festa de aniversário da Lu Oliveira, mulher do Boni pai, esticando por três semanas em Paris.

Outro dia, no Fashion Rio, dona Alice, eu estava presente, inquiriu a Marlene Carvalho. Marlene disse: “Alice, eu prezo muito sua amizade, nós não vamos brigar por isso. Eu não mando no jornal, quem manda na redação é o Eucimar”.

Bruno é uma criatura muito especial. Inteligentíssimo, foi preceptor das filhas de Narcisa e de quase todos os filhos dos milionários do Rio. Fala não sei quantos idiomas, tem cultura geral impressionante e, até pouco tempo, estudava Direito na Uerj, tendo, na época do vestibular, passado para todas as universidades públicas sediadas no Rio.

A primeira vez que ele apareceu em foto em coluna social foi na minha, na Tribuna da Imprensa. Não época a gente só o chamava de príncipe, por conta de um inventado parentesco com os Bourbon.

A coluna de Narcisa no Jornal O DIA, modéstia à parte, também foi idéia minha. Há muito eu dizia para dona Alice Tamborindeguy: “Dona Alice, a Sra. é amiga da dona Marlene Carvalho. Põe a Narcisa para escrever uma coluna n’O Dia”. Tanto eu dizia, que um dia dona Alice mexeu os pauzinhos e aconteceu.

Confesso que tenho lá minha relação conflituosa com Narcisa. A gente nunca sabe o que a gata está pensando, e aí, de vez em quando, dá um curto circuito, mas logo tudo volta às boas.

Bruno em sua fase colunista ficou besta. Não me telefonou mais na madrugada, como fazia. Acho que baixou nele o espírito da Gloria Maxwell, mas isso são arroubos da juventude. Um dia a gente vê que não é merda nenhuma nessa vida. Um dia, tudo vira bosta, como bem canta a septuagenária Rita Lee.

Agora, mais recentemente, Bruno me ligou, falamos, rimos, como se nada tivesse acontecido, o que de fato não aconteceu. Bruno não esquece que seu primeiro texto em jornal também passou por minhas mãos: foi no jornal “M”, que edito há dez anos e fala sobre o society carioca – um society cada vez mais falido de personagens interessantes, aliás. Bruno fazia uma coluna chamada “Cabeças coroadas”, onde contava sobre a vida das rainhas e princesas mais expressivas da história mundial.

Com a coluna, dei a ele a idéia de fazer uma coleção de livros sobre o tema. Eu editaria, mas ele fechou com outra editora. A idéia não vingou. Acho que porque quebrou a energia pelo fato de ele ter me preterido no final.

Também o projeto gráfico, uma coisa que adoro fazer. Fiquei de desenhar a coleção de livros de Bruno. Um dia ele, deslumbradamente, me ligou dizendo que quem iria fazer o projeto gráfico era a mulher do Jô Soares, a Flávia. Calei.

No lançamento da primeira edição estava lá o meu nome, um agradecimento tímido em meio a milhares de nomes que nem conheço. Não foi praga - sou Cristão. Mas a "coleção" não saiu do primeiro volume.

Torço para que Bruno faça o maior sucesso n'O Dia, onde vai assinar coluna diária. Ele é divertido, conhece muita gente, e isses são os ingredientes principais para uma coluna dita "social" dar certo.

A gente só não deve esquecer das pessoas que nos estenderam a mão, porque aí as coisas podem até dar certo em um primeiro momento, mas logo degringolam.
Torço para que Bruno e Narcisa também voltem às boas.

segunda-feira, julho 03, 2006

A volta dos que não foram

Nem a Brahma, patrocinadora da CBF, acreditava no sucesso da Seleção Brasileira. Já tinha até comercial de chororô prontinho, que passou minutos depois do jogo, com Zeca Pagodinho apregoando: "Até a próxima". Se eu fosse da CBF mandava mudar para a Kaiser.

domingo, junho 25, 2006

O doutor cansou a beleza

O advogado Sérgio Zveiter, ao lado de sua mulher-estilista, que faz a linha “sou a última dose de quentão do arraiá da Granja do Torto”, tradução: “sou única”, afirmou para amigos no famoso Bar do Zé, em Búzios, outro dia, que não é candidato a nada, nem nesta nem em outra eleição. Quer paz para tocar seu escritório de advocacia.

sexta-feira, junho 23, 2006

Declaração de amor

Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo! Ronaldo, eu te amo!
(clique na foto, amplie e faça um pôster)

sábado, junho 17, 2006

Aspas para Waldir Leite

LI ESTA NOTA HILÁRIA NO ÓTIMO BLOG DO ESCRITOR WALDIR LEITE, ONDE VOLTA E MEIA ESTOU LENDO E RELENDO DELICIOSAS PALAVRAS. PRECISO DIVIDIR COM VOCÊ. ATENÇÃO:

"DECADENCE AVEC ELEGANCE – O editor de moda Júlio Rego diz que não gostou da moda masculina apresentada no Fashion Rio. Segundo ele era tudo muito gay. Ué? Qual o problema? O fato de ser muito gay é um defeito? Desde quando? Ele não gostou da moda porque era muito gay? Será que Mr. Rego não gostou por que se viu na passarela? Ora, bolas. Tia Júlia continua uma bicha reacionária.Eu discordo dessa visão jeca da moda masculina para o verão 2007. Ao contrário, achei a moda exibida na Marina da Glória muito clássica e sóbria. Às vezes os estilistas tentavam ser muito criativos e ocorriam equívocos. Mas nada que se transformasse numa moda muito gay. Isso só aconteceu na cabecinha conservadora e entediada de Mr. Rego. Assisti aos mesmos desfiles que ele. No desfile da grife Zil, a véia sentou bem na minha frente, ao lado de Constanza Pascolatto e Glória Khalil".

HÁHÁHÁHÁ!

quinta-feira, junho 15, 2006

Para quem gosta de pernas de homem

Cristiano Ronaldo, que nome, craque da Seleção portuguesa de futebol. (clique na foto para ampliá-la)

Tive acesso ao fax do presidente Lula pedindo desculpas a Ronaldo Fenômeno

VOCÊ SABE: É SOBRE AQUELE QÜIPROQÜÓ DO COMENTÁRIO DO PRESIDENTE SOBRE A OBESIDADE DO ATACANTE DA SELEÇÃO BRASILEIRA. VAMOS AO TEXTO:

"Meu pesado colega Ronaldo, Venho atravéis deste fáquiz, enserrar de uma veize por todas, estas polêmica sobre os fato de você estar rexonxudo e um tanto quanto repolhudo ou não. Hic. Mesmo porque isso é um assunto de forno íntimo e não é da minha calçada. Eu sei que ônti, quando eu perguntei pros Parrera sobre os seus pobrema de obesidade eu cometi uma garfield e acabei trocando os pés pelos mamões e botando nós doiz numa saia injusta. Acho que por causa disso você acabou falando que se você é gordo eu sou bêbo. Eu não sou bêbo, hic, e por acaso eu nem to mais gordo, mas ao invés de tentar brigar mais ainda, acho melhor a gente botar umas pingas nos is. Vou aproveitar estamiçiva e matar dois coelho com uma caixa dágua: eu não falo mais dos seus pneu e você não fala mais das minhas cana. Boa sorte pra você, espero que vocês volte com o hexa e me ajude a conquistar o bi nas eleissão de outubro. Hoje eu vi as abertura da Copa nas Alemanha e se emocionei muito ao ver o Pelé com a Cláudia Chifre. Tudo de bom, abaços a todo, do seu conhaque Presidente".

domingo, junho 11, 2006

Texto sem cortes: Jaciras, Gretas Garbo e Bettes Davis no aterro

Definitivamente, a zona do agrião onde está instalada a semana “muderna” carioca, este ano, não é nada “fashion”. As formas exageradas do pedaço não se aplicam à moda em lugar algum do mundo. Está impessoal, frio (no figurado e no concreto, bem à beira mar de outono-inverno), e encontrar pessoas, só na base do celular ou do “walkie talkie”: “onde você está”? “Estou aqui no restaurante”. “Puxa, estou em Ipanema, você em Santa Cruz”, tipo assim. E daí que evento de moda no Rio de Janeiro sem poder esbarrar numa Vera Fischer a toda hora, ou numa Luiza Brunet, não há carioca ou turista que suporte. Porque só afetação pura e simples não cabe - tem de ter DNA. Em compensação, com este estilo-mundão-Rock in Rio de ser, a semana da moda, ao que parece, faz a alegria de muita gente e precisa abrir as porteiras para o povo entrar, justificando seu “sucesso de público”. O que tem de marinheiro de primeira viagem circulando no pedaço, nem te conto. 

### As jaciras lançaram mão dos óculos escuros, de novo, e não encaram as “lentes da verdade”, como o Clodovil, nem por um pirulito. Por trás de óculos pretos todo mundo é (a)normal, todo mundo recebe de frente o seu quê de celebridade instantânea, e daí que para jacira não tem erro: todas, literalmente todas, já foram ou serão a Greta Garbo por um dia. Tem também aquelas jaciras que juram que são as últimas doadoras de testosterona da face da terra, e aí põem camisetinhas justinhas com os braços parrudões para o lado de fora, embalam as coxas como cortes de filé vendidos na Bassi. Está tudo lá: a fauna e a flora cariocas e troianas, do Oiapoque e adjacências, reunidas para ver (até aqui, a impressão) nada de novo no front! Não surgiu ainda “A” coleção que irá tirar a moda carioca da mesmice, este ano. Pode ser que ontem à noite (fecho estas mal traçadas às 14h., um olho na Copa e outro na missa, igual a Nana Caymmi) tenha aparecido, com a Colcci e a Gisele Bündchen. Torço para que sim.

### Uma sugestão para as moças que vivem na luta inglória com a balança (Claudia Fialho, Angela Fragoso Pires, etc.): ir ao Fashion Rio! Anda-se quilômetros para se chegar à tenda onde será realizado um desfile, e depois outras mais centenas de metros até chegar à outra parte, onde mais um desfile acontecerá em minutos. Para se comer um sanduíche de R$ 20, mais marcha-soldado-cabeça-de-papel! Uma sugestão aos organizadores: pôr mais daqueles carrinhos que se usa nos campos de golfe (quem sabe a Xuxa não empresta alguns? Na Casa Rosada tem) para levar a moçada pra lá e pra cá. Anteontem, só vi um deles atendendo ao contingente de protagonistas e figurantes da opereta.

### Talvez tenha vindo daí - dessa lonjura que separa tudo e todos - o sucesso sem precedentes do galpão onde tem sido realizado o chamado “Fashion Business” - não se espante, é tudo em ingrêis mesmo. Cercada de estandes, um agarrado no outro (alguns fechados a chave, com medo do mundaréu ensandecido que circula pelo corredor, suponho), tudo ao abrigo da corrente de ar frio, a bolsa de negócios da moda tem recebido todos os famosos (e também muitos pseudos) que aportam no Aterro do Flamengo. Anteontem, quem estava lá cercado por um séquito era o presidente da Firjan, que ouviu dizer que jaqueta branca está na moda e pôs a sua. Tem de ouvir dizer e saber usar. Kátia Spolavore, de blusa verde-alface, também vi, linda como sempre.

### Dona Alice Tambrindeguy chegou com a filha xará, a deputada estadual do PSDB. Receberam homenagem bacana do estande do Pólo de Moda de Campos dos Goytacazes, que lembrou a figura empreendedora do avô materno da Narcisa, o fazendeiro Firmino Saldanha, nascido no interior do Rio Grande do Sul, que adquiriu uma imensa propriedade na Baixada Campista, a Fazenda Boa Vista e, antes mesmo de existir qualquer pensamento sobre questões relacionadas a reforma agrária ou aos MSTs de por aí, criou vilas, doando terras a colonos, estimulando o crescimento local. Nas terras de Firmino foram encontrados os primeiros poços de petróleo de Campos. Dona Alice e Alicinha estavam visivelmente emocionadas com a homenagem orquestrada pelo jornalista Carlos Frederico Silva.

### Outro famoso que eu vi no Fashion Rio foi...foi...foi. Não foi! Não vi. Naquela lonjura de lá e pra cá, difícil ver alguma celebridade. Ah! Vi o Verginaud, ex-modelo convertido em ator de novela de Falabela. Agarrado a uma guapa. Vi a matriarca Marlene Carvalho, da família que controla o Grupo O Dia. Encontrei a cada vez mais linda Duda Loyola, neta da Sarita e do José Carlos Galliez Pinto, casada com o Ignácio Loyola, filho da Vera. O sapato do Ferreirinha, ex-diretor da vade-retro Louis Vuitton, era vermelho. Como vermelho era sua camisa. Uma coisa assim combinando, afinal, "se é festa de moda, tem de combinar", esse povo deve pensar. Ferreirinha, que coisa, é diretor do curso "Gestão do Luxo" (do luxo!) promovido pela FAAP paulista.

### O sucesso comercial do evento é inegável. Eloisa Simão, a criadora do rebu, mostra que é boa administradora, ainda que entenda tanto de moda quanto a Claudia Raia. Este ano, até o Banco do Brasil tem estande lá, e os estandes são equipadíssimos, todos refrigerados, envidraçados, atapetados, iluminados. É “coisa de primeiro mundo”, como muitos integrantes da patuléia gostam de comparar.

### No Fashion Business há estandes de Petrópolis, do Pará, de Niterói, da Bahia, todo mundo mostrando sua moda, seus fazeres e afazeres. Falar em Niterói, vi por lá a produtora de moda Alzirinha, das maiores caras-de-empada da Cidade Sorriso. Nenhuma implicação jurídica de minha parte, porque nome é fictício. Ou quase. No Pará, um vestido feito com renda de palha da costa, um espetáculo de trabalho artesanal com cara de rainha das quentinhas.

### Lá fiquei sabendo também que a Narcisa e o Bruno Astuto não jogam mais no mesmo time. Ela continua no ataque do Brasil e ele, agora, digamos, ou mal comparando, está na retranca da Argentina. Narcisa assina sua coluna sozinha, desde já.

### Virou mania: as editoras de moda, quase todas, têm seus espaços VIPs, seus “lounges”, como gostam de dizer, seus cercadinhos onde recebem os convidados no “Fashion Rio”. Ficam encasteladas, como verdadeiras Bettes Davis contemporâneas, bem malvadas, e ai de quem passa na porta a olhar sem ser convidado: tem de retorno um soslaio de pouco caso, como o só o chefe da matilha (carniça na boca) lança para seus súditos famintos pedintes de um naco.


Cininha pediu, a gente atende durante a Copa, e parcimoniosamente, porque pouca gente agüenta doses graúdas de testosterona durante muito tempo. Os craques mais belos do futebol! Brasileiríssimos que somos, como obra de Waldir Azevedo, comecemos com Kaká. Ele mesmo, Ricardo Izecson dos Santos Leite..."Que tesão!" - exclama Cininha.

segunda-feira, maio 15, 2006

Festa da Osklen foi um fiasco

A noite estava fria. Menos o champanhe. Quer dizer, champanhe é modo de falar, o "pró-seco". Aliás, ninguém agüenta mais: festa com "pró-seco". Falo da noite de inauguração da loja Osklen, que não tem assessoria de imprensa, ou, se tem, marca pela incompetência. Apesar da noite fria, não falo do clima lá fora, mas do desânimo da moçada presente, Oskar Metsavaht (é assim que se escreve? Saiu do Zé e do Mané, eu me enrolo todo) se desdobrava para elevar o clima, o que só foi mais ou menos um pouquinho melhorado, quando chegou a mulher-aquecedor-ambulante, Dalma Callado, ela mesma, a modelo que tantas labaredas provocou nas passarelas internacionais.

### Mendigos se aglomeravam na Praça Nossa Senhora da Paz, point do rebu, em busca do canapé perdido. Gritavam: "Dona Alair, me dê um salgadinho". "Não é Alair, ela não gosta do nome, é Lalá", corrigia outro morador de rua. E não havia canapé. Quando a Mila Moreira chegou, abalou Bangu, quer dizer, abalou Ipanema. Aquela atriz e aquela estilista do vozeirão de Cauby Peixoto chegaram juntas, como sempre. O modelo João Veluttini (foto), o aluno mais bonito da PUC, onde estuda administração de empresas, também foi, e não estava com aquele porre daquele agente, que posa ao lado dos modelos como progenitora de cada um - "eu gerei, eu gerei", imagina.
Carolina Ferraz, linda, linda.

quinta-feira, maio 11, 2006

Texto sem cortes: Com Palomino não tem Zero-Zero à esquerda

Uma noite cheia de estrelas, ainda que o céu mantivesse aquele lusco-fusco outonal de praxe, a festa de lançamento da segunda edição da revista “Key”, obra da loura paulista Érika Palomino, no Zero-Zero, Gávea, anteontem. Érika é aquela loura que não é burra: deixou a cadeira de editora de moda da “Folha de S. Paulo” e montou sua empresa em um galpão paulista logo batizado de “House”. Érika adora uma expressãozinha em inglês.

### A dona Palomino, desde aí, não pára de aprontar e, sempre respaldada por patrocínios importantes, parou a noite carioca. Aliás, sobre essa questão “patrocínios importantes”, comentou-se, à época de seu afastamento do jornal, que este foi o motivo: a “Folha” não teria assinado embaixo dos “contatos comerciais” da editora e mandou a gata cantar em outro terreiro. Boatos que, diga-se, logo foram afogados, pois a Palomino continua colaborando com o jornal dos Frias, e com olho fixo na moda internacional. Afinal de contas, tem aquela história da expressãozinha em inglês.

### A revista “Key” é interessantíssima. Tem um olhar absolutamente inédito voltado para a modernidade do eixo Rio-SP, claro, com um holofote direcionado aos grandes centros mundanos, seja Londres, Nova York ou Paris. Érika se apoiou em colaboradores importantes e talentosos, ela própria uma antena de captar o novo, escolheu o melhor papel, formatou tudo bem à sua megalomania, quer dizer, é uma revista grandona, coloriu com pincéis certeiros, e está aí o sucesso. Só falta a “Key” circular.

### Precisou uma paulista soigné - Érika tem um quê de desproteção, só um quê - chegar ao Rio para ensinar a certos cariocas o que é compor uma lista de convidados que garanta o sucesso de uma festa. Se recebeu assessoria de colegas daqui neste quesito, acertou em cheio na parceria, porque o que se viu no Zero-Zero foi um elenco digno das páginas de todas as revistas de por aí. Para começar, um rebu com a presença de um Cauã Raymond não pode ser levado a escanteio, e ainda mais quando ele está a salvo de algumas jaciras promoters de churrascarias menores, que teimam em se dizer “confidentes” do rapaz, o que, para quem o conhece, sabe que não é bem assim. Cauã não é chegado. E não vai aí qualquer preconceito. Ele circula muito bem em meio a todas as tribos e é simpaticão.

### Cauã Raymond é a estrela da capa desta edição da “Key”. Posou sem roupa, ou quase Adão, para promover sei lá o quê. Acho que é um editorial de jóias, não encontrei a revista para ver, nas bancas de Ipanema (“que revista”? Me perguntou um jornaleiro. “Nunca ouvi falar”, concluiu), nem tampouco fui à festa. Apesar de se dizer com “muita febre”, Cauã saiu de casa e o fez com a camisa mais bonita da noite. Um xadrez superbacana. Roupa bonita dele, aliás, era um contraponto para o cabelo da Danny Carlos (o que é a Danny Carlos?). Gente, as madeixas da cantora que teve a audácia de dizer no Jô que encontrou o George Bush no jardim da Casa Branca, e não reconheceu o presidente dos Estados Unidos, sendo que ele veio todo simpático em sua direção para cumprimentá-la (quem viu a entrevista?), parecia um emaranhado de um gato angorá com o dedo na tomada de 220 woltz!
Cauã saiu da festa e foi se medicar na Clínica São Vicente.

### Camila Pitanga também estava, linda, linda, e não houve um criativo que mandasse servir no recinto uma caipirinha da fruta que dá nome àquele espetáculo de mulher. Quem é que não iria querer dar uma bicadinha em uma pitangada com a Pitanga em pessoa no meio do rebu? Até Cininha, que não é chegada em pernas depiladas, renderia essa homenagem à obra mais importante do marido da Benedita da Silva. Aliás, cadê ele?

### Thalma de Freitas, outro pedaço de mau caminho, que eu sempre confundo com aquela atriz alta feito um cavalo do Rio da Prata, que de março a dezembro diz que é evangélica, mas de janeiro a fevereiro cai no samba e desfila quase nua na Marques de Sapucaí, como é mesmo o nome dela?, estava translumbrante, como sempre.

### Maria Flor, que faz jus ao nome e que, em vidas futuras ou pregressas, deve contar parentela com uma família de orquídeas ou outra de margaridas, era uma das presenças mais bacanas. "Acho a revista linda!”, apregoava a Pitanga. Primeira pitanga doce da história dos pomares mundanos.

### A atriz Mariana Ximenes, o maior destaque da novela-sem-história das sete global, brilhava feito um cometa. O DJ Fabião inovou e “transcreveu” para as carrapetas o som que a Érika ouve diariamente através de seu iPod. Ou você acha que a Érika não tem um iPod? Deve ter sido a primeira a comprar um. É. Fabião é diretor da Conspiração. Falar nisso, Andrucha foi, sem Fernandinha.

###Dona Violeta Arraes, do alto dos seus 80 anos, tia de Guel Arraes, é uma das entrevistadas desta edição. Não, dona Violeta não foi à festa. Elke Maravilha, aquela dublê de mulher e Torre Eiffel, pois tão grandona, chegou e abalou! Não houve telescópio no Planetário da Gávea, onde fica o Zero-Zero, que conseguisse captar tanto brilho em uma estrela só. Todas as lentes espocaram. Literalmente, a festa inteira quis fotografar ao lado da famosa jurada do Cassino do Chacrinha, alô, alô, Terezinha. Se Elke está na revista? É claro!

### Marina Lima, que depois daqueles boatos de uma depressão deu guinada na vida, seja pessoal e profissional, estava lá com o irmão, o espevitado Antônio Cícero, um dos maiores poetas vivos brasileiros – um outro morreu, era o Wally. Marina é um sucesso. Uma mulher chique.

### O figurino da rapaziada era o mais despojado possível, ou você pensou que o povo iria vestido àquela moda do “figurinista” da gravata borboleta e da cara-de-empada? Nãnãnã! A garotada - até aquela beirando aos 50, porque a idade está na cabeça - pôs o tênis, o moleton, a camiseta, e tome polca, quer dizer, polca é modo de falar: e tome “house”...

### Raquel Zimmermann, uma das modelos de maior sucesso no exterior, que também está na “Key”, disse presente ao chamado. Leticia Birkheuer, o cigano Igor de saias da novela das oito, foi ao lado da amiga, a estilista com vozeirão de Cauby Peixoto. Maria Paula e João Suplicy também na festa. Ellen Jabour, a apresentadora-intelectual (só lê Sartre e vê filmes de Buñel) olhava a tudo de cima - do alto de seu pedestal de areia à beira do mar. Guta Stresser, uma das mais importantes atrizes brasileiras da nova geração, que faz um trabalho digno em “A grande família”, queridíssima. Ninguém entende o tom da tinta dos cabelos do ator Marcelo Novaes.

### Carlos Bonow estava. É bom ator e bonito. Aquele ator preferido do diretor Wolf Maia, não sei se foi. Thiago Rodrigues, outro gato, e queridíssimo, divertiu-se a valer com o humor da Elke Maravilha (veja a foto). Babi Xavier, lembra dela?, com aquele bocão fabricado, ressurgiu. Ressurgiu! Gabriel Braga Nunes, “que peixão”, me diz Cininha. Sobre Grazi e Allan, o casal do Big Brother, “nada a declarar” – feito um Duda Mendonça na CPI.

### Carlos Tufvesson foi, com aquele semblante de “sou o mais importante estilista da alta costura carioca”. Não é, filho. Está longe. Primeiro vem o Jerson, depois o Gui-Gui, e há ainda tantos e tantos, que não dá para listar. Só depois vem você. Se vier. Oskar Metsavaht, charmosíssimo e bem sucedido (até no casamento!), feliz da vida. No dia seguinte, ontem, iria dar uma festa igual ou melhor, em termos de presenças de bacanas. Só errou na escolha de sua promoter, mas ninguém é perfeito, isso passa. Isabela Capeto, que nome, talentossíma, disse presente.

### Antonio Bokel, da griffe "SoulSeventy", era o mais bonito da noite – no mesmo patamar do Cauã e do Thiago Rodrigues. Felipe Veloso, o nome que mais entende de produção de moda no Brasil, também presente, simples, na dele, falando com todo mundo, seguro como as grandes estrelas, recém-chegado de Nova York. Um (in) certo Rogério, que se acha o Michael Roberts da cena carioca, apagadinho, apagadinho. Precisa acender um buscapé no tênis Puma, quem sabe?... Constança Lima, parecidíssima com a mãe Fernanda Basto. Até o carteirão embaixo do braço fez lembrar a vovó Marlene Rodrigues dos Santos. Ah, estava lá o campista Lula Rodrigues dos Santos, com seu eterno olhar blasé, que sabe tudo de moda. Ou sabe quase tudo. Quem sabia tudo era a Mara Caballero, eterna querida.
Ah, meus amores, cansei.

PONTO FINAL - Ninguém agüenta a empáfia do senador Demóstenes Torres, do PFL. Ele ontem debochou da condição dos “doidos” de por aí, ou do desespero que se é ser portador do Mal de Alzheimer, ao questionar o Silvinho Pereira na CPI. Já vi outros arrogantes iguais a ele, sobretudo uns lá da Bahia, que não resistiram ao olhar certeiro de uma lupa independente.

sexta-feira, abril 14, 2006

O queridinho de Calvin Klein

GUAPO - A revista gay inglesa "Attitude" elegeu o craque de futebol Freddie Ljungberg, do arsenal da Inglaterra, mais uma vez, como no ano passado, "o jogador mais sexy do mundo". Ele é conhecido por posar de "cuecão de couro" - saudades de Pit-Bitoca - para a publicidade do caçador de modelos baratinhos de Brás de Pina (ou será de Cascadura?) Calvin Klein. No mesmo apanhado, Beckham aparece em 7º lugar, coitada, quer dizer, coitado.
(clique na foto para ver se tia, quer dizer, se tio Calvin tem razão)

quinta-feira, abril 06, 2006

Maria Mayrink Veiga Frering

Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering Maria Mayrink Veiga Frering

quinta-feira, março 30, 2006

Aviso aos baianos: os belgas estão chegando

E não são os canários. É. O povo da Bélgica está encantado com o Brasil, sobretudo a Bahia. A ponto de até o embaixador daquele país, Johan Ballegeer, eleger a terra do acarajé para freqüentes estadas de veraneio e trabalho. O interessante da questão é que os belgas solteiros vêm, chegam com seus olhos azuis e abafam: se apaixonam por aquelas negras maravilhosas e sestrosas que só a Bahia tem.
A embaixada diz que mais de 150 belgas já moram em Salvador. Trabalham e geram emprego lá em diversas áreas. Cininha me diz que há uns "mergulhadores saradões", que trabalham na recuperação de navios e "são verdadeiros deuses belgas". Em contrapartida, a Bélgica tem subvencionado a instalação de escolas agrícolas no interior do Estado. Já são 25. A população ganha orientações técnicas principalmente a respeito de criações de ovinos e caprinos. Sem falar no capítulo cultural, com direito até à presença em nossas paragens da famosa orquestra do Théâtre Royal de la Monnaie

terça-feira, março 28, 2006

Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner

Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner Miguel Kelner

quinta-feira, março 23, 2006

Boa notícia para as caras de empada

Glorinha Kalil, que apesar de ser jornalista de moda não tem a cara de empada própria de seus pares, está organizando com o Meio & Mensagem um seminário sobre marketing de moda. Objetivo é repetir a dose a cada ano, e sempre contando com nomes célebres da área. Tudo dirigido a empresários, profissionais de marketing e comunicação, da indústria e comércio varejista, editores, jornalistas, críticos e especialistas de moda, do Brasil “e do exterior”, deixa ela usar de sua dose de pretensão, porque também é filha de Deus...

### Tudo a partir de abril, dia 25, com nomes importantes deitando a falação. O matador e congelador de perus, ministro do Desenvolvimento Luiz Fernando Furlan, dono da indústria Sadia, falará na abertura, o presidente do dadivoso (para os ricos) BNDES, Guido Mantega, também. Depois tem um monte de gente, até o Paulo Borges, criador do SP Fashion Week, e mais, e mais. O controvertido da questão é que a empresária Eliana Tranchesi, da Daslu, sairá das páginas que tratam de não-impostos de importação, digamos assim, para dizer sobre o tema “Moda que brilha”.

### Quem quiser participar deverá ter disponível o habitual carão de Patrícia Brandão e R$ 1.100 na conta bancária.

terça-feira, março 14, 2006

O Rio treme: Nina Chavs está de volta!

A mulher que fotografou com lentes irrequietas a vida social do País a partir do Rio, que debochou do luxo, decretou classe ao mundano, ela, Nina Chavs, está de volta ao Brasil, depois de décadas dirigindo a Galeria Debret, em Paris, como funcionária da nossa embaixada na "cidade luz". Nina garante que vem aposentada, só quer fazer tricô, mas sabe-se que "O Globo" já teria acenado com luz verde-esperança para sua volta ao caderno "Ela", orfão de charme desde sua saída, lá pelos anos 80. Teria o próprio João Roberto Marinho já feito o convite. Vamos aguardar. E torçamos para que nossa rainha queira voltar a sentar no trono da mais poderosa e emblemática colunista social do Brasil. Deus é pai!

terça-feira, março 07, 2006

Texto sem cortes: O baile de la Tornaghi foi “show de bola”

Faltam a esta nova safra de “promoters”, que palavra, do Rio e de São Paulo, o carisma e a competência da Anna Maria Tornaghi. Desde que o mundo (social) é mundo (social), Anna sempre esteve à frente dos eventos mais badalados do eixo Brasil-Nova York. É sempre assim: ela trabalha em silêncio, na maciota, atende ao telefone e finge não ser ela (como se fosse possível desconhecer sua grave voz), e quando ressurge, institui o cala-boca da concorrência. Agora, La Tornaghi e La Varsano (Valéria, sua principal parceira, e queridíssima por todos) anunciaram despretensiosamente - eis o segredo que a Fernanda-diminutivo Barbosa e a Alice-diminutivo Cavalcante precisam aprender - um baile de máscaras fora de época, quer dizer, fora de época é modo de falar, alguns dias depois do carnaval, no Sofitel, na Avenida Atlântica. Se eu disser que foi o melhor baile carioca, sem a pose e o falso “glamour” de uns e de outros, não estarei exagerando. O “Bal Masqué” do Sofitel, na última sexta-feira, foi um espetáculo! Show de bola, como se diz na gíria.

Não havia homens e mulheres quase pelados, como a gente vê em bailes carnavalescos de por aí, em hotéis que se intitulam “glamurosos”, que têm “promoters-decoradores” com cabelos pintados no último grito graúna. Diz a lenda que estes descem pela Avenida Atlântica de madrugada, um dia antes do baile, e arrebanham toda a casta de prostitutas e garotos de programa, vestem neles detalhes de plumas e paetês, e os põem no meio do salão para fazer figuração. A turma selecionada vibra porque, continua me dizendo a lenda, ali em meio ao grã-finos e alguns pseudos, podem agendar seus programas futuros. Consta até que um levado diretor de novelas tirou um desinibido rapaz da “figuração” de um baile e o promoveu a ator de novela de horário nobre, sortudo, o guapo, indulgente, a emissora. No baile de Anna Maria Tornaghi e Valéria Varsano, todo mundo, ou quase, se conhecia. Gente bonita, gente fina, gente bem vestida. E aí a turma pergunta por que é que Anna-Valéria não fazem este baile desde uns (pelo menos) dez anos antes?... O carnaval do Rio teria sido muito melhor.

Desde a porta, até o salão, estava tudo perfeito. Atores mascarados e fantasiados criativamente cercavam uma espécie de corredor para os convidados, dando boa noite, ou fazendo um gestual teatral em silêncio, uma reverência. As famosas recepcionistas de La Tornaghi, todas de vestido longo seco, fluido, feito uma grande camiseta de crepe de seda, mais um detalhe supercriativo de maquiagem no rosto (algumas tinham a miniatura dos Arcos da Lapa em uma das bochechas, por exemplo), dando aquele show de categoria, como sempre. As recepcionistas de La Tornaghi parecem todas educadas no Sion.

Quando se adentrava o salão, o ar-condicionado no último volume, eis que logo vinha um garçom com uma garrafinha, daquelas chamadas “baby”, de Chandon tinindo de gelado. Aí a turma não parava, era uma “baby” a cada dez minutos. Parecia um berçário: “baby” pra todo lado. Foi o bastante. Quando a ótima orquestra apitou o primeiro acorde, o povo saracoteou até não poder mais.

A decoração era bacana e despretensiosa, palavra importante neste universo de “decoradores carnavalescos” que só faltam pendurar o próprio fígado no teto. Bolas coloridas pendiam do telhado e se encontravam com faixas enormes de tule e organza brancos que saíam do chão ao alto. Isso tudo, aliado à iluminação indireta, gerou um efeito impressionante. Camarotes ao redor de todo o salão abrigavam os “vips”, fazer o quê? - eles estão sempre presentes.

Giovanna Priolli chegou capotante, de azul, muito linda, de cabelos claros, ao lado de Mário. O casal contava que os 40 anos do seu Canecão serão tema de enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel, no carnaval do ano que vem, e Giovanna me convidou a desfilar. Disse que só o faço, se puder tocar cuíca na bateria. Todo mundo promete riscar a passarela com a Mocidade, ano que vem. Silvinha de Castro, interina de Nina Chavs nos áureos tempos da jornalista franco-brasileira, foi de longo preto. Walesca Carvalho, com Chris Skowrosnki, era uma das mais bem vestidas do baile, como sempre. Dizer que Waleska está bem vestida é redundância. Com máscara feita pelo expert Alberto Sabido, perdão, Sabino, Waleska era a própria princesa.

Leiloca, que cantou “eu sei que eu sou bonita e gostosa” no tempo das Frenéticas, tomou pra si a expressão e pôs uma saia longa, um top de seda, nenhuma referência carnavalesca, e estava luminosa como a lua em Áries ou o sol em Leão. Na fila de foliões que entravam no baile encontrou com Marianinho Marcondes Ferraz (o tio), e ele logo aproveitou para fazer uma consulta astrológica, porque Leiloca entende de tudo, e mais um pouco, sobre astros. Humberto Saade estava com uma camisa preta e dourada, dos seus tempos de Dijon. Se ele abrisse a porta do closet, a camisa seria capaz de ir caminhando pelo calçadão de Copacabana, sozinha, do Chopin ao Sofitel, tão conhecida ela é.

Um baile de carnaval que tem a artista plástica Marília Kranz entre seus foliões está longe de ser comum. E Marília, como sempre, estava animadíssima. A juíza mais bonita do Estado do Rio, Cristiane Leppage, que dirige o Fórum de Bangu, marcou presença, com a amiga Gisele Sardas, defensora pública, filha da desembargadora Letícia Sardas, diretora de comunicação da Associação dos Magistrados Brasileiros. São daquela turma de mulheres lindas que instituem o alvoroço quando passam espargindo charme pelos corredores da Justiça. Dona Bibi Franklin Leal era outra presença de destaque, e garantia peso social ao evento.

Lígia Azevedo estava com o amigo Chico Vartulli, o arquiteto das estrelas, que comemorava o título da Vila Isabel. Chico é chique e tem entre seus clientes o presidente daquela agremiação azul e branco. Glorinha Távora formava mesa com Andréa Macedo, herdeira do “Diário de Natal”. O arquiteto Francisco Amorim, que desenha os bares e restaurantes mais disputados da cidade, pôs um smoking bem cortado e estava lá, alvoroçando corações. O professor de jiu jitsu, modelo e ator Miguel Kelner, ao lado de uma loura capotante, alvo de olhares cobiçosos de gregos e praianos, quer dizer, troianos. Kelner tem quase dois metros de altura, e por isso tinha visão panorâmica do salão, feito o dono de um automóvel Fox, da Volks – diz o comercial na TV que quem tem um Fox “vê a vida de outro ângulo”.

Encontrei a Zezé Mota e reafirmei o que disse aqui outro dia. Fica todo mundo ensandecido, contando que a Naomi chegou, que a Naomi partiu, que a Naomi espirrou...Eu sou mais a Zezé Mota! Ela me respondeu: “arrasou”! A apresentadora Leila Richers exagerou na dose de silicone nas bochechas, está parecidíssima com Rosana-como-uma-deusa. A bateria do Salgueiro, quando chegou, arrebanhou foliões. Mulatonas altas, feito cavalos do Rio da Prata, rebolavam, rebolavam, rebolavam.

As “irmãs sisters”, dois foliões que se vestem luxuosamente de mulher todos os anos, e vão aos bailes mais animados do Rio, também disseram sim. Uma delas, bonitíssima, tem quase cinco quilos em cada panturrilha - é parrudona, fortona de academia, e dentro do modelito feminino, ombros largos, fica engraçadíssima. Isabel Lito, parece, estava sozinha. Sábia. Antes só do que mal acompanhada. Lucy Sá Peixoto estava fantasiada de chinesa. Angelique, aposto que na carteira de identidade é Angélica, porque paraense de nascimento, e milionária turca de casamento, quer dizer, de viuvez, foi a primeira a chegar. Fui o segundo e, quando a vi, ela já estava sentada à mesa, comendo - inhoque-inhoque. A arquiteta Fátima Martins, sumida, estava linda, como sempre, e feliz com o sucesso da Escola de Samba Estácio de Sá, onde agora sua família dá as cartas.

O ator(doante) Carlos Machado, o coreógrafo Antonio Negreiros, Haroldo Costa e Mary, também presentes. Do Sul vieram os queridíssimos decorador João Vicente Correa e professor de dança Fernando Saraiva, ambos do SPA Kurotel de Gramado, que me contaram: o futuro senador Francisco Dornelles e Cecília passaram o carnaval cuidando da saúde naquele paraíso na Serra Gaúcha. É bom o doutor Francisco descansar mesmo, porque a campanha será estafante. Em Niterói, ele já tem em seu time o principal cabo-eleitoral jovem da Cidade Sorriso, Rodrigo Chammi – certeza de sucesso e muitos votos.

PS. Já que falei em Niterói, se houver um termo para qualificar o carnaval da Cidade Sorriso, anunciado pela prefeitura como completamente “revitalizado”, a palavra é...Deprimente!

sexta-feira, março 03, 2006

O casal mais lindo na folia

Adriana Esteves passou o carnaval na Bahia com seu marido, o baiano Vladimir Brichta. O casal ganhou o troféu de mais animado do bloco Ara Ketu. Veja a foto, de Fred Pontes. Adriana tem ou não razão de se sentir a mulher mais feliz do mundo?

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Raica pode virar Cicarelli

Um capítulo sobre Raica (foto), a nova musa do Fenômeno: o séquito de jaciras (agentes, maquiadoras, produtoras de moda) que a acompanha é digno da turma do Didi. Estava assim no camarote da Brahma na Sapucaí. Todas as cabeças de sua corte são marcadas por aquele semblante blasé-compungido de celebridade de Hollywood. No capítulo beleza, sou mais a Raica em fotografia. E no capítulo maldade, incluo uma coleguinha, a morena acompanhada de toda a família, no camarote da Brahma: a jornalista pediu para a avó da Raica “sambar um pouquinho”, e a mulher-Fenômeno achou tudo absolutamente normal, saindo a sambar com a velhinha de cabelos branco-algodão, em frente às câmeras. Raica, que hoje desdenha a professora de moda Silvana Louro, que a descobriu em Niterói, precisa de uma assessoria no ritmo da urgência-urgentíssima, pois corre o risco de virar Cicarelli.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

As colombinas do 'soçaite'

A promoter Lalá Guimarães já escolheu a fantasia com a qual comparecerá ao Baile de Gala do Copacabana Palace: “Tsunami, pesadelo de uma noite de outono”. A criação é do decorador de festas Zefa Markise. Claudia Fialho também vai paramentada pelo mesmo criador, e o nome de sua roupa é “Botija para mil dúzias de rosas”. Liége Monteiro é também criativa e a turma está queimando a mufa para saber que fantasia é essa que ela experimentou e amou. Nome: “Bengala de Vera Fischer”.