sexta-feira, dezembro 07, 2012

Falta de vírgula “mata” jornalista em Niterói

Há de tudo no Facebook. Hoje de manhã, uma amiga comentou: “morreu o jornalista Marcelo Macedo Soares, tão novo, coitado”. Gelei. Conheço o rapaz de vista, tão jovem quanto eu, tricolor, fumante, pensei, lembrando-me do cigarro: deve ter sido o coração.

Mas fiquei encasquetado, como a gente fica quando sabe que alguém jovem morre assim, de repente, e fui à minha amiga saber mais detalhes do ocorrido. Ela: "li no perfil da Helô Assad, ela é amiga dele".

Ainda meio sem compreender, fucei o Google, entrei no site de “O Fluminense”, onde o “falecido” trabalhou, investiguei os perfis dos amigos dele. Nenhuma notícia de morte.

A cidade já deveria estar comentando sobre a morte do cara, pensei. Ele é conhecido, tem muitos amigos. Nada.

Fui à minha amiga, de novo, e pedi que ela abrisse o perfil da Helô Assad, em seu computador, com sua senha, porque o mural da Helô está fechado para quem não é amigo.

Matei a charada. Aconteceu o seguinte: O Marcelo Macedo Soares publicou em seu mural: “Niemeyer morreu”. A Helô Assad, amiga dele, rebateu no mural dela, marcando o amigo jornalista autor da notícia, incrédula: “Morreu Marcelo Macedo Soares? E ninguém está comentando?

Helô Assad, como todo simples mortal na correria da internet, se esqueceu do vocativo da coisa, e não virgulou a expressão, como deveria: “[Niemeyer] Morreu, Marcelo Macedo Soares? E ninguém está comentando?”.

Conclusão: também contribuí para espalhar o boato da morte do rapaz, quando telefonei para meia cidade, a fim de checar a notícia. 

Decerto que a crase “não nasceu para humilhar ninguém”, como bem ensinou o mestre Ferreira Gullar, mas uma vírgula, ou a falta dela, pode "matar". 

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